Avençados do benfica tentam, desesperadamente, evitar a despromoção



Quase que dá pena falar com benfiquistas nestes últimos dias. Muitos deles estão apenas a duas cambalhotas de partir a coluna tal é a insistência no contorcionismo para disfarçar o enxovalho.

O benfica demorará quase duas semanas a manifestar-se sobre o "Apito Abençoado", fazendo-o hoje pelas 18h na btv mas tem tido um conjunto de jornalistas e paineleiros em sua defesa desde o dia zero.

Têm dúvidas? Atentem:

Record


O director adjunto Nuno Farinha, conhecido pelos seus almoços quase diários no estádio da luz, passou a sua crónica da página 6 para a última página do jornal que é, estatisticamente, a mais lida a seguir à capa. Desde então tem preenchido essas crónicas com subtilezas que ajudem a ilibar Luis Filipe Vieira e sus muchachos.

Estava tudo a ir, mais ou menos, bem até ao momento em que a sede de seguir a cartilha o tramou. Na crónica de hoje, Nuno Farinha, justifica o silêncio de Luís Filipe Vieira com o silêncio de Pinto da Costa. É claro que qualquer pessoa com cérebro perguntaria "Mas, neste caso, uma pessoa apanhada num alegado esquema de corrupção não tem obrigação de falar sobre ele?" mas, para Nuno Farinha, parece que não. Quem tem obrigação é de "responder Francisco J. Marques" é Luís Bernardo (sim, aquele do "oh Luis fico melhor assim ou mais para direita"). Que é, curiosamente, quem irá fazer a defesa do benfica esta noite. Foram precisas quase duas semanas mas nota-se que a informação chegou a toda a gente. Até ao Nuno Farinha, esse isento Director Adjunto...

A Bola

Se o Record tratou da defesa da imagem, a A Bola trata do ataque... aos rivais. Se as notícias d'A Bola parecem a amazónia, tal é a velocidade a que são plantadas. Ora é a venda do Ronaldo, o fair play do Porto ou irregularidades na transferência de Bruno César para o Sporting. É de cair para o lado a rir. A minha esperança é que, tal como na amazónia, se deite aquilo abaixo para fazer lá um estádio de futebol que ninguém irá usar. Assim como assim, aquilo também já não é jornalismo sobre futebol... É uma avença a céu aberto.

Braz, Marinho e restante coro

Primeiro não havia matéria para nada, depois já não se ia a tempo de fazer nada porque os campeonatos já estavam homologados. Agora estamos na fase do "todos fazem" e "desde que não seja considerado batota, tudo bem".

É a isto que os media portugueses estão entregues. Um conjunto de sabujos cuja fonte de rendimento não pode ser o seu trabalho porque, se fosse, nunca teriam a desfaçatez de violarem diariamente a verdade em vez de a servir.

A nossa sorte é já estarmos mais do que vacinados para isto. Estamos aqui, de cadeirinha, a assistir à queda de um mito. Vouchers, emails, tráfico de influência, alteração de notas e saneamentos a árbitros, conversas com presidentes da liga. O estrondo vai ser épico!


Comentários

  1. a melhor para mim foi a Bola ter ido entrevistar o Carlos Calheiros. os gajos não brincam na limpeza da casa.

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  2. palhaçada na tvi24

    http://ptjornal.com/video-polemica-na-tvi24-apos-ataque-informatico-sondagem-caso-dos-emails-175582

    quando as sondagens não são do agrado chamam-lhe ataque informático

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  3. Do capo di tutti capi pouco se sabe de concreto. É tudo pela rama para não chamuscar, como convém aos seus soldati, sejam estes da guarda pretoriana, dos media ou mesmo dos poderes instituídos.
    Contudo, há deslizes, aliás como parece ser com os que tem vindo a lume últimamente, e que estão a preocupar o país e a sociedade em geral, não vá, desta vez, aparecer algo de concreto e não haver forma de salvar o status quo que a todos interessa manter.
    Agora, uma pequena (ou não) pérola, deixada escapar há dias por alguém que bem conhece o boss, desde miúdo. Relata o incauto capitão da areia que já nos idos anos 50, o arguto petiz se destacava entre a rapaziada do bairro, quando se tratava de arranjar uns cobres menos lícitos, nomeadamente quando, pelo lusco fusco, se entretinham a saltar os muros do Jaleco para ir surrupiar as moeditas escuras rejeitadas pelo pobre paquiderme, não tocando a mítica sineta.
    Claro que estamos a falar de miúdos, sem importância de maior, mas que, por um lado, já evidencia forte propensão para o sucesso, e por outro, demonstra que podemos um dia sair da favela, mas jamais conseguimos que a favela saia de nós.
    Saudações leoninas.

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