2017-05-09

Lucros da Cofina descem 35.4% no primeiro trimestre


Os lucros do grupo Cofina Media, que detém entre outros títulos o Correio da Manhã e o canal CMTV, fixaram-se nos 648 mil euros neste primeiro trimestre de 2017, uma quebra de 35,4% face aos resultados líquidos alcançados no período homólogo em 2016. Nos primeiros três meses do último ano, o lucro do grupo que detém ainda o Jornal de Negócios, Record ou a newsmagazine Sábado tinha chegado à fasquia do milhão de euros, tendo o mesmo período este ano sido “caracterizado por um decréscimo das receitas totais”, justifica o grupo no comunicado enviado à CMVM. De acordo com os resultados apresentados, as receitas operacionais sofreram uma quebra de 9%, descendo dos 22,6 milhões registados no primeiro trimestre de 2016 para 20,6 milhões nos primeiros três meses deste ano. Dois milhões a menos que não foram compensados pela descida de 7,5% nos custos operacionais, correspondentes a um corte de 1,5 milhões de euros já que os mesmos passaram dos 19,7 milhões de euros em 2016 para 18,2 milhões neste primeiro trimestre de 2017. Olhando para o EBITDA da Cofina no período, este fixa-se nos 2,3 milhões de euros, uma quebra de 19% comparativamente aos 2,9 milhões registados no período homólogo. A dívida situa-se nos 58,4 milhões de euros.

Analisando as receitas do grupo, a quebra de 9% resulta de um decréscimo generalizado em toda a linha de receitas: circulação (-12,2%), publicidade (-0,4%) e produtos de marketing alternativo (-13,2%). A maior descida em volume foi a das receitas de circulação, que passaram de 12,6 milhões de euros para 11,1 milhões, enquanto a descida das receitas de produtos de marketing alternativo representa uma redução de cerca de 400 mil euros ao passar dos 3,5 milhões de euros para aproximadamente 3,1 milhões. A descida das receitas publicitárias foi pouco significativa, fixando-se em 6,38 milhões de euros que comparam com 6,41 milhões no primeiro trimestre de 2016.

Separando a análise por segmentos, percebe-se que o mais castigado continua a ser o das revistas, que vê agravado o EBITDA negativo de -373 mil euros registado no primeiro trimestre de 2016 para -538 mil euros, uma quebra na ordem dos 44,2%. Situação que se deve a uma queda de 21,9% nas receitas operacionais, de 4,1 milhões de euros para 3,2 milhões, a que nem um corte de 16,4% nos custos operacionais, que passam de 4,5 milhões de euros para 3,8 milhões, conseguiu fazer face. No comunicado enviado à CMVM, a Cofina sublinha que “no âmbito do processo de reorganização foi encerrada a edição impressa da revista semanal Flash (mantendo-se a edição online apenas), o que implicou custos não recorrentes e menos receitas comparativamente com o período homólogo do ano anterior”. A alteração explicará em parte a quebra de 24,1% nas receitas de circulação do segmento de revistas, descendo de 2,3 milhões de euros para 1,8 milhões, bem como uma queda de 32,4% nas receitas de produtos de marketing alternativo, dos 661 mil euros para 447 mil euros. A estes dois elementos soma-se uma descida de 11,3% nas receitas publicitárias do segmento, dos 1,2 milhões de euros para um milhão.

Apesar de menos afectado, o segmento de jornais também não apresenta resultados animadores. O EBITDA fixou-se nos 2,9 milhões de euros, uma descida de 11,7% face aos 3,3 milhões registados em igual período do ano anterior. As receitas operacionais registam um decréscimo de 6,1%, passando dos 18,5 milhões de euros para 17,3 milhões, com as receitas de circulação a sofrerem uma queda de 9,5%, de 10,3 milhões para 9,4 milhões, e as de produtos de marketing alternativo a diminuírem 8,7%, de 2,9 milhões para 2,6 milhões. O único sinal positivo vem das receitas publicitárias, que cresceram 2% para se fixarem nos 15,2 milhões de euros, que comparam com 14,5 milhões nos primeiros três meses de 2016. Sublinhe-se que os resultados do segmento de jornais incluem os resultados do canal CMTV.

In Meios & Publicidade

2 comentários :