2017-03-31

Não, João Pinheiro. Não é por seres benfiquista.


A imprensa, e talvez até o próprio João Pinheiro, não entenderam o real motivo pelo qual o último deve meter o lugar à disposição. Não é por ser benfiquista, muito menos por ter colocado posts "benfiquistas". É, sim, por ser anti-Sporting e anti-BdC e o ter demonstrado sem qualquer tipo de pudôr. Todas as pessoas têm direito a ter o seu clube. Não podem é ter atitudes anti-outros quando exercem (ou se preparam para exercer) cargos de responsabilidade onde ajuizarão processos que envolvem esses outros clubes.

João Pinheiro, no seu comunicado, escreve também "À data em que foram produzidos não me vinculava qualquer dever funcional, ou outro, relacionado com o fenómeno desportivo". Mas ele foi convidado do pé para a mão? É que a 26/3 (um dia antes de tomar posse) ainda andava a escrever posts provocatórios no facebook. Compreendo que é o seu facebook pessoal mas não deixa de me fazer pensar que é uma pessoa sem noção da grandiosidade e respeitabilidade que um cargo de juiz traz consigo. Eu não posso, um dia antes de começar num novo emprego, andar a falar mal dos clientes dessa empresa nas redes sociais.

Imaginem que o caso Bruma acontecia hoje e era gerido por João Pinheiro. Se o Sporting perdesse, confiavam na decisão deste senhor depois de ver o tipo de conteúdos que produziu anti-Sporting? Ou mesmo depois de o ver a comentar na BTV? Essa é a grande questão. À mulher de César não lhe basta ser séria, tem também de parecer. E, aos meus olhos, João Pinheiro não pareceu ter a isenção que o cargo em questão merece.

Para o bem do futebol, é bom que o mundo entenda o que aqui está em questão: Seriedade e brio profissional são essenciais para exercer qualquer função, principalmente a de juiz!

Uma nota final: tenho pena que os órgãos de comunicação social só tenham pegado no caso depois de João Pinheiro ter colocado o lugar à disposição. Muito poucos se deram ao trabalho de investigar o que quer que fosse sobre isto.



2017-03-30

Membros da Comissão Arbitral da Liga apanhados a gozar com o Sporting e com Bruno de Carvalho


"O advogado portuense Ricardo Nascimento tomou hoje posse como presidente da Comissão Arbitral (CA), instituição de arbitragem voluntária que opera no âmbito do protocolo entre a Liga Portugal e o Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF)
Além do seu presidente, Ricardo Nascimento, advogado especialista em Direito do Trabalho, a CA é constituída por Lúcio Correia e João Pinheiro, - advogados ligados ao Direito Desportivo e do Trabalho - membros nomeados pela Liga e SJPF, respetivamente"

Foi assim que a Liga Portuguesa anunciou a nova Comissão Arbitral da Liga há 3 dias.

Atentem nos nomes Lúcio Correia (https://www.facebook.com/luclarr15) e João Pinheiro (https://www.facebook.com/joao.pinheiro.31542).

Lúcio Correia parece um benfiquista normal. Tem like em várias páginas de clubes internacionais mas de clubes portugueses apenas no Santa Clara e no benfica. Uma coincidência, por certo.

Mas chocante e vergonhoso é João Pinheiro - um tipo que ao longo dos tempos tem sido uma das pessoas que mais goza com o Sporting e com Bruno de Carvalho no facebook - ser também membro da Comissão Arbitral da Liga.
Vejam alguns dos posts do menino:










Apesar destes membros serem responsáveis pelas questões contratuais entre clubes e jogadores (lembram-se do caso Bruma?), ajuda ou não ajuda a explicar o castigo aplicado a Bruno de Carvalho, um dia depois da tomada de posse desta nova Comissão Arbitral? Onde anda a nossa militância quando deixamos que este tipo de gente chegue aos cargos que nos podem efectivamente ferir? O Estado Lampiânico é isto: Colocar quem lhes interessa nos cargos que os favorecem e nós a dormir.

Insisto que o que aqui está em questão não é o benfiquismo do senhor mas si a sua conduta anti-Sporting e anti-BdC que, na minha opinião, o tornam incapaz de decidir num caso que eventualmente envolva o Sporting Clube de Portugal.

Exijo imediatamente a demissão de, pelo menos, João Pinheiro desta Comissão Arbitral e espero que o Sporting Clube de Portugal tenha a coragem de levar o assunto ainda mais longe! Não se pode colocar em lugares de poder pessoas que fazem vida a tentar ferir o Sporting! Quem escreve algo assim não está apto a ser imparcial.

Entretanto, João Pinheiro já meteu o lugar à disposição mas usou todos os motivos errados. Mais aqui.



A censura agora risca a vermelho



Excelente post de João Duarte no Jornal do Sporting de hoje! Houvesse mais gente com coragem para falar abertamente assim!

A Censura proíbe a divulgação livre de informação aos povos, sendo por conseguinte a maior inimiga à liberdade de expressão. Arma de regimes autoritários, tenta prevenir reacções contra a ideologia do poder vigente. Em Portugal, foi introduzida em 1926 pela ditadura militar e atingiu o seu auge no período do Estado Novo, que durou de 1933 até à Revolução de Abril. Quatro décadas de democracia não chegaram para o futebol português meter o seu cravo na lapela. Com regulamentos feitos à medida de quem verdadeiramente manda, aproveitando vazios de legalidade, baseado em atropelos à defesa dos mais simples direitos humanos, como a liberdade dos agentes desportivos se exprimirem, o regulamento disciplinar deixa à mercê dos simplórios a discricionariedade da aplicação da letra dos artigos.

Vamos a factos e verificar o que de tão grave disse o nosso Presidente, que lhe valeu 113 dias de suspensão, a mais grave pena desde o Apito Dourado, imagine-se! Foi a 15 de Janeiro de 2016 que no final de um Sporting-Tondela, Bruno de Carvalho proferiu: "Os jogos não se jogam dentro das quatro linhas" e "gosto pouco de estar a brincar ao futebol. O Senhor Vítor Pereira já ultrapassou todos os limites do ridículo". Mensagem que seria reforçada no facebook: "Vitor Pereira já não perdeu só o bom senso a nomear, já perdeu toda a noção do ridículo!" Mais tarde, a 23 de janeiro de 2016, num artigo de opinião no jornal A Bola, o Presidente do Sporting Clube de Portugal voltaria à temática: "Tem sido evidente, não posso deixar de salientar, a falta de critério e bom senso em muitas nomeações este ano, nunca sendo de atribuir a culpa aos árbitros porque estes apenas são nomeados. Tem sido claro que após conflitos públicos existentes entre a instituição Sporting e alguns árbitros, no que diz respeito à sua actuação menos positiva, os mesmos têm sido constantemente escolhidos para arbitrar jogos do Sporting numa perfeita afronta ao clube e num total desrespeito com a própria defe-sa do respectivo árbitro", o que acrescentaria o próprio "significa apenas o total desnorte e falta de bom senso daquele que devia decidir em prol do futebol e da classe dos árbitros: Vítor Pereira".

Em suma, proferir ou redigir que "o futebol não se joga dentro das quatro linhas" e que a actuação do ex-Presidente do Conselho de Arbitragem é ridícula dá 113 dias de punição. Ajuizar e pôr em veredicto esta decisão faz-nos ter a certeza que se há coisa que o Conselho de Disciplina não segue é a 'jurisprudência' tal a quantidade de vezes que agentes desportivos, incluindo outros presidentes de clubes, proferem expressões similares. Existir uma lei que permite a algum juiz aplicar uma pena destas viola, por certo, a carta universal de direitos humanos em primeiro lugar, e em segundo, é uma palermice. É expor os juízes e o futebol português ao ridículo. Nem chegamos a perceber se neste caso "autorizaram'; "autorizaram com cortes': "cortaram" ou "suspenderam': Mas sabemos que o representante máximo do Clube não se calará, e continuará a exercer o seu mandato, para o qual foi eleito com mais de 86% dos votos, na plenitude.

Se a Censura gastou lápis azul em fartura sob o jugo de António de Oliveira Salazar, no futebol português risca o vermelho vermelhão. Fiquem certos que os bravos leões, muito para além de três milhões, continuarão a escrever e a reescrever por cima, quantas vezes forem necessárias, as mais honrosas páginas a verde.

95 anos de histórias para contar, Jornal Sporting tu nunca vais acabar. Parabéns!





2017-03-29

E se o Sporting contratasse Fábio Coentrão?


É apenas uma extrapolação de uma entrevista mas... e se o defesa esquerdo da próxima época do Sporting fosse Fábio Coentrão? Gostavam?
"Jorge Jesus é um dos melhores treinadores do mundo e ajudou-me imenso. Esta época está a correr menos bem (como a mim) e é nestas alturas que se deve apoiar. Não teve ainda o sucesso que queria no Sporting mas está a construir uma equipa nova e mostrará a sua qualidade", Fábio Coentrão





Jornal Record - Um deboche que nunca mais acaba

A selecção portuguesa perdeu ontem com a sua congénere sueca numa exibição paupérrima. Salvaram-se Ronaldo, Gelson, Danilo, William e pouco mais.

Renato Sanches fez uma exibição patética e foi chamado 20 (VINTE) vezes à atenção durante a primeira parte por Fernando Santos para fechar o lado esquerdo do meio-campo. No entanto, o "jornalista" José Carlos Freitas do Record escreveu "só renato não chegou".

Patético boquete feito por José Carlos Freitas ao aquece bancos de Munique! Mas nada é de estranhar. Uma rápida investigação e vemos que o José Carlos Freitas não passa de mais um fanboy do clube de carnide.
Quo vadis, Record?






2017-03-28

Bruno de Carvalho suspenso por 113 dias, Octávio Machado 75


Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, foi esta terça-feira suspenso por 113 dias pelo Conselho de Disciplina da FPF, que suspendeu ainda Octávio Machado por 75 dias.

A decisão surge no seguimento de uma queixa apresentada pelo benfica em novembro de 2015.

Um castigo de 113 dias aplicado por "lesão da honra" de algo dito em 2015... Uma vergonha sem limites! Se calhar está na hora da militância sair à rua...



Cristiano Ronaldo volta a jogar na Madeira


De origens humildes, nascido na Madeira
Da bola em Portugal, é a maior bandeira
Estrela mais brilhante, da escola sem igual
Do Sporting Clube de Portugal

Cristiano Ronaldo,
O melhor de sempre que Portugal viu com a bola
Com os dois pés ou com a carola,
E o grande momento num jogo da liga dos campeões
Com a mão direita....
Mandou foder os lampiões
Mandou foder os lampiões!

Craque do United, patrão do Madrid
É o melhor do mundo...menos em carnide...
Botas e bolas de ouro, recordes sem parar!
Ninguém se pode comparar!



2017-03-27

João Palhinha



RECORD – "Palhinha levou o guião errado para dentro do campo". Esta afirmação de Jorge Jesus, após a derrota com o FC Porto, deu muito que falar... Como interpretou estas declarações?
JOÃO PALHINHA – O míster tem a sua maneira de falar e as pessoas aproveitam-se um bocado disso para fazerem notícias. Ele tem a sua maneira de se exprimir, mas o que ele quis dizer… Ele assumiu a culpa pelo que aconteceu. As pessoas deram demasiada importância a essa frase. Já passou.

R – Jesus assumiu, depois, que o erro teria sido do próprio treinador. Foi falando consigo durante aqueles dias?
JP – Eu não interpretei essas palavras da mesma forma que a imprensa e um conjunto de pessoas interpretaram. Conheço o míster; ele conhece-me. Isto passou-nos ao lado. Sempre tive confiança nele e ele em mim. Estamos sempre à vontade para falar um com um outro. Esta polémica foi só mais uma entre as muitas que se criaram em torno da nossa equipa.

R – O Palhinha já tinha expressado nas redes sociais que sempre assumira as suas responsabilidades. Sentiu que tinha errado naquele jogo, ou foi apenas um desabafo?
JP – Foi um jogo difícil, num campo complicado. Foi um clássico, no qual tive grande orgulho de jogar a titular, ainda por cima no Dragão. Tenho de aprender com os erros e acho que são eles que me vão fazer chegar onde quero chegar. Quando escrevi aquilo nas redes sociais, fi-lo com o intuito de agradecer às pessoas pela força que me deram. O apoio dos adeptos deixa-me tremendamente feliz. As mensagens que recebi depois desse jogo, só me deram mais vontade de trabalhar com a mesma dedicação no treino seguinte. Obviamente, no primeiro golo do FC Porto poderia ter abordado o lance de outra forma... Mas isso vai fazer-me crescer, vai dar-me um conhecimento maior do jogo. Da próxima vez, não vou tomar uma decisão igual. São estas coisas que me vão fazer chegar ao patamar que quero. Hei de errar muitas mais vezes na carreira. Se cheguei até aqui, foi porque soube lidar com os erros que cometi.

R – Substituiu William Carvalho, nesse duelo com o FC Porto. Sentiu a responsabilidade? Afinal, foi o seu primeiro clássico…
JP – O William é um excelente jogador e nunca é fácil substituí-lo. Mas eu não fui para o jogo com esse pensamento. Entrei em campo mentalizado para dar o máximo, corresponder, fazer um bom jogo e ajudar a minha equipa a alcançar a vitória. Não foi o que aconteceu, mas vim de lá com pilares fortes para o meu futuro.

R – William é referência para si?
JP – Sim, é. Também me tem ajudado muito como colega. Tento aprender em tudo o que possa melhorar com ele. Tem sido importante no meu desenvolvimento.

R – Poderá chegar ao nível dele?
JP – Acho que sim e é com esse intuito que quero afirmar-me no clube do meu coração e um dia poder chegar à Seleção A. São esses os meus sonhos. Falando em sonhos, o maior sonho que tenho é ser campeão pelo Sporting num curto prazo. É com essas referências - William e não só - que tenho de aprender. São elas que me vão ajudar a chegar onde pretendo.

R – Jesus vê-o como um médio-defensivo. Acredita que é nesta posição que vai fazer carreira?
JP – Sim. Acredita ele, acredito eu e acreditam as pessoas mais próximas de mim. Foi a médio-defensivo que joguei sempre; é nesta posição que tenho mais rotinas. É sempre bom para um jogador saber fazer mais posições, ter polivalência, mas é nessa posição, a médio-defensivo, que estou convicto que me vou afirmar. De facto, o que temos treinado e tudo o que temos falado é sobre esta posição.

R – Sente que agora, depois do empréstimo ao Belenenses, está mais preparado para retribuir a confiança do treinador?
JP – Sim. Não só como jogador mas também como homem. Também teve uma grande importância para mim o facto de me ter mantido aqui, em Lisboa, onde vivo. Foi aqui que cresci. Por um lado, teve a sua importância. Na época passada, quando fui cedido ao Moreirense, vivi sozinho. Tive outro tipo de responsabilidades que até então não tinha tido. Na primeira metade desta época, o facto de ter estado no Belenenses, mais perto da minha família, dos meus amigos e da minha namorada, foi positivo. Acredito que isto acaba por se refletir dentro de campo.

R – Acabou por ser chamado de volta por Jesus, logo em janeiro. O que mudou nestes seis meses?
JP – Amadureci. Jogar mais na 1ª Liga deu-me outra experiência. O Moreirense, onde tinha estado no ano passado, assim como o Belenenses, são clubes diferentes que jogam também de maneira diferente. O Moreirense tem um jogo mais defensivo em relação ao que o Belenenses tinha quando lá estive. A mudança de treinadores, de equipas e de condições, proporcionaram esse amadurecimento.




R – Agora está a jogar menos...
JP – É muito diferente jogar num clube grande e jogar no Belenenses, com todo o respeito pela dimensão que tem. Não estar a jogar tanto até pode ajudar-me a crescer. Ao longo da minha vida, fui habituado a jogar sempre, nunca tive nada de mão beijada. Joguei sempre por mérito meu. É o que vai ter de acontecer agora. Vou ter de continuar a trabalhar dia a dia, para conquistar o meu espaço.

R – Bruno de Carvalho assumiu o objetivo de ser campeão na próxima época. Já sentiu o peso desta afirmação?
JP – Sentimos a convicção e a vontade de conseguir realizar esse sonho. É o principal objetivo do Sporting, um clube que já não é campeão há bastante tempo. Os adeptos merecem.

R – Jorge Jesus considera que o João Palhinha pode vir a ser um jogador à imagem de Javi García, que representou o Benfica. Como reage a essa comparação?
JP – É bom saber que ele me põe ao lado de um jogador como o Javi, que é uma das grandes referências que eu tenho para a posição onde jogo. Mas eu quero ser reconhecido por aquilo que sou. Eu e o Javi temos as nossas características, mas eu quero ser reconhecido como o João Palhinha e não como o Javi García.



R – Bas Dost é o melhor marcador da Liga e está na luta pela Bota de Ouro. Jesus já disse que a equipa vai trabalhar para ele. É uma obrigação ajudá-lo a alcançar os objetivos?
JP – Trata-se de valorizar o trabalho dele e da equipa. Estamos muito felizes pelo sucesso que o Bas Dost tem tido até agora e iremos fazer tudo para o ajudar a atingir os objetivos. Será o reconhecimento do valor dele mas também da equipa, do míster e da estrutura, que depositaram confiança nele.


RECORD – Estava à espera de ser cedido ao Belenenses, depois de ter feito toda a pré-época com a equipa principal do Sporting?
JP – O meu objetivo durante a pré-época era ficar no plantel principal. Já o era no ano passado, quando acabei por ser cedido ao Moreirense. Agora, fui emprestado ao Belenenses... O míster achou que seria o melhor, que seria benéfico e assim foi. O importante é que voltei, regressei a casa, e estou bastante feliz. Consegui atingir um dos meus objetivos, que era ficar no plantel principal.

R – Foi uma decisão difícil de digerir. Como é que a encarou?
JP – Senti que talvez fosse a melhor decisão para mim. No fundo, foi uma coisa em que eu e o míster Jesus estávamos de acordo. Era importante para mim continuar a jogar com regularidade, como aconteceu no Belenenses. Era importante continuar a afirmar-me na 1ª Liga, continuar a crescer e conhecer um novo clube que também me abriu as portas e me tratou excecionalmente bem. Por isso, acho que, nessa altura, tomámos realmente a melhor decisão.

R – A cedência foi decidida em conjunto, portanto?
JP – Sim. Jesus aconselhou-me e disse-me que achava que o empréstimo era o melhor para mim. Mas também me deu ‘feedback’ e disse que, caso as coisas estivessem a correr bem, me voltaria a chamar. Portanto, voltar não foi uma coisa que não tivéssemos falado anteriormente. Não estava combinado, mas ficou acertado caso as coisas corressem como correram. Sinto-me bastante contente por o míster ter lidado com a minha situação como lidou.



R – Sabia que só tendo oportunidade de jogar com regularidade poderia mostrar todo o seu valor. É isso, certo?
JP – Claro. Acho que o mais importante, ainda sendo novo, é jogar com regularidade. Com certeza que isso me fez crescer, como jogador e como homem.

R – Ter regressado demonstra o valor que lhe reconhecem?
JP – Sim. Não é fácil sair de uma equipa B para a 1ª Liga e jogar com regularidade. Penso que o míster reconheceu o que eu andei a fazer nesse ano e meio, quando estive emprestado ao Moreirense e ao Belenenses. Foi muito bom sentir o reconhecimento da estrutura.

R – O que sentiu quando soube que iria voltar a fazer parte do plantel principal?
JP – Fiquei bastante feliz e agradado com a notícia. Acima de tudo, fiquei bastante orgulhoso porque trabalhei muito para poder voltar ao Sporting. Desde o momento em que saí que o meu principal objetivo era voltar a casa logo em janeiro. Foi isso que aconteceu e foi um dos objetivos que alcancei, entre os muitos que tenho para cumprir dentro deste clube.


R – Com o Palhinha, regressaram Francisco Geraldes e Podence. No ano passado, tinha acontecido o mesmo com Rúben Semedo. O Sporting tem de apostar deliberadamente na formação?
JP – Tem de apostar porque as condições e o investimento que fazem têm de ser rentabilizados. Existe muita qualidade na nossa formação, já demos provas disso. Temos muitos jogadores da formação na equipa principal. Depois há o Cristiano, o Figo, o Nani… São vários os jogadores de elite que saíram desta Academia e acho que é esse pensamento que a estrutura tem de ter. Apostar no que é nosso e rentabilizar isso ao máximo.

R – Francisco Geraldes tem sido aquele com mais dificuldades a encontrar o seu espaço. É uma questão de concorrência?
JP – Estamos à procura do nosso espaço, mas... Por exemplo, quando falamos de William e Adrien, falamos de dois campeões europeus. Não é fácil substituí-los.
Gelson Martins tem "muito mais que os pezinhos"

R – Também disse em entrevista ao nosso jornal que Gelson Martins é um jogador que tem tudo e que vai chegar onde quiser. Na sua opinião, o que é que o diferencia dos demais?
JP – Volto a repetir, o que eu disse anteriormente, digo agora: o Gelson vai chegar onde ele quiser. Tem uma qualidade tremenda mas não se pense que é só isso que o diferencia. Ele tem a parte mental que também é fundamental no nosso trabalho. Ele chegou aqui devido à vertente psicológica que é um ponto forte que ele tem. Não é só os pezinhos, como muita gente pensa. A parte mais importante é a psicológica.

R – Acredita, então, que vai ser um jogador de elite e seguir as pisadas de outros grandes futebolistas que saíram da Academia, como Figo, Cristiano Ronaldo ou Nani?
JP – Ele já é, mas acredito que será um jogador de elite e vai chegar a um patamar ainda mais alto do que aquele em que está agora.

R – O Sporting está, de novo, sem Adrien, um médio com características diferentes das suas. Como se substitui um jogador destes?
JP – Trata-se de um excelente jogador, tal como todos o reconhecem. Não é fácil perder alguém com esta qualidade e importância – inclusive, dentro do balneário. São situações menos felizes para o nosso lado, obviamente. Ter um jogador desta dimensão, de elite, de fora, nunca é bom para nenhuma equipa.

R – Em entrevista a Record, disse que uma semana de trabalho com Jorge Jesus equivale a um mês com outros treinadores. Quer explicar melhor esta afirmação?
JP – Não queria estar a desvalorizar nenhum dos outros treinadores que tive, porque tenho muito respeito por todos, mas os métodos de treino de Jesus são diferentes. O modo como lida com a nossa profissão é diferente. A exigência que tem sobre nós é bastante grande. São fatores que têm bastante importância no nosso desenvolvimento, enquanto jogadores e homens.

R – Acredita que pode atingir um patamar superior com Jesus?
JP – Acredito que sim. Ele tem-me ajudado muito a evoluir. O facto de não estar a jogar tanto, também me ajuda a perceber os aspetos que tenho de melhorar para me conseguir afirmar na equipa principal. Acredito que Jorge Jesus vai fazer de mim um jogador melhor e mais capaz daqui para a frente.

R – Quando regressou ao Sporting em janeiro, o que é que Jesus lhe transmitiu?
JP – Transmitiu-me uma mensagem de muita confiança. É sempre bom saber que ele tem confiança em mim e no meu trabalho. Se me foi buscar ao Belenenses, é sinal que gosta de mim e acredita no meu valor. É sempre bom sentir essa valorização por parte do nosso treinador.

R – Essa confiança também se estende à estrutura do Sporting, pois tem um contrato de longa duração, mais concretamente até 2021. Sente que é uma aposta de futuro?
JP – Sinto, sim. Foi com essa ideia que assinei este último contrato e com essa mensagem de confiança que a estrutura depositou em mim. É sempre bom saber que têm confiança no meu trabalho, naquilo que é a minha profissão. É muito bom quando reconhecem o nosso valor.

R – Rui Jorge divulgou a convocatória da Seleção Nacional sub-21 para estes jogos com Noruega e Alemanha, e o seu nome voltou a não entrar na lista...
JP – Sinto que merecia uma oportunidade. Mas o míster Rui Jorge tem achado que ainda não atingi esse nível ou que não estou preparado para ir à Seleção. Não sei o que é que Rui Jorge acha, mas tenho de saber respeitar essa decisão. Cabe-me a mim dar mais, mostrar serviço. Ser chamado aos sub-21 é um dos objetivos que tenho.

R – Sobra alguma mágoa por ainda não ter sido chamado a esta seleção, ou não encara a situação desta forma?
JP – Não. Eu não guardo mágoa de ninguém. Aliás, não ter sido chamado agora, só me dá mais vontade de alcançar este meu objetivo de representar a Seleção Nacional sub-21. Por norma, tento sempre relativizar as coisas más e encontrar sempre aspetos positivos nestas situações. O que posso dizer é que vou trabalhar para alcançar esse objetivo.






2017-03-26

Jaime Marta Soares e Nuno Travassos, vitimas do clima de guerra promovido por Vieira e Vitória


O que devia ser um dia de festa com um jogo da Selecção Portuguesa, actual campeã europeia, quase se transformou numa tragédia para Jaime Marta Soares, Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting.

Jaime Marta Soares, a convite da seleção para representar o Sporting, apresentou-se ontem no estádio da luz e foi recebido por um grupo de adeptos do benfica que o tentaram agredir. Apenas a pronta intervenção da policia impediu que uma tragédia acontecesse.

Mas JMS não foi o único a sentir o "acicatamento dos 6 milhões. Também o Fernando Madureira, o conhecido "Macaco", a sentiu. Também convidado pela Selecção para liderar uma claque de apoio a Portugal, Fernando Madureira sofreu tentativas de agressão por parte de adeptos do benfica.

Quando Nuno Travassos, jornalista do MaisFutebol, tentou noticiar o assunto. Surgiu logo uma horde de benfiquistas nas redes sociais a ofendê-lo.

Este é só mais um episódio no futebol português que acaba por ter origem no clima de pressão e coação que tem vindo a ser instalado pelo clube da luz. O treinador ameaça com o possivel acicatar de 6 milhões de pessoas e o presidente promove boicotes a jogos da selecção.

Quando um dia acontecer mesmo uma desgraça, quem é que se responsabiliza? O nome "Rui Mendes" está bem vivo no coração dos Sportinguistas. Ainda hoje cheira a injustiça...




2017-03-25

Daniel Podence, talento dos pés à cabeça

Grande entrevista do "pequenito" Daniel Podence à Bola. Fala sem complexos sobre os desafios de ser um jogador do Sporting Clube de Portugal e das suas ambições. Uma excelente mentalidade um jogador pequeno em tamanho mas enorme em talento! Que nunca mudes, Daniel.
Clickar nas imagens para aumentar.










Queixinhas? Não, donos disto tudo!


O Sporting já o ano passado cometeu o mesmo erro: deixou-se ir na cantiga do benfica. Na manipulaçãozinha diária que nos era enfiada diariamente pelos olhos a dentro. Este ano prepara-se para acontecer a mesma coisa com o Porto a juntar-se à marcha dos desalinhados.

Pedro Proença, Fontelas Gomes, Fernando Gomes e José Manuel Meirim são uma espécie de reedição do dueto (desta vez, quarteto) Ágata e Romana a cantar o "De mulher para mulher". E são igualmente patéticos - em 5 dias viram o benfica boicotar a Gala Quinas de Ouro e o jogo da selecção no próprio estádio da luz. Mas, pelo meio, foram à Gala do benfica. É este o exemplo do dirigismo português: gente mal tratada mas que mal tem uma oportunidade vai de joelhos satisfazer quem lhe bate. Até o lema é o mesmo...

Imagem de Nuno Valinhas


Mas este tipo de comportamento já não nos surpreende. O que realmente me choca é a incapacidade que Sporting e Porto têm de reagir. Neste momento temos umas palas nos olhos e só vemos em frente e a curta distância. Eles fazem o que querem e o mais que nós fazemos é chamá-los de queixinhas.



O Presidente do Sporting disse uma vez "bardamerda" e caiu o Carmo e a Trindade, o benfica faz isto e não merece análise nenhuma. Ainda tivemos que levar com Nuno Farinha (director adjunto do record) a dizer que o benfica "apenas pedia justiça". O clube mais beneficiado nos últimos anos pede "justiça"? É como um traficante de droga pedir prisão a um proxeneta.

O benfica mexe-se com semanas de antecedência. Prepara as suas jogadas e encontra zero resistência em nós, nos seus adversários.

Nestes últimos anos, eles transformaram todas as nossas queixas em movimentos de propaganda e até cachecóis a dizer "#colinho" vendem de forma a descredibilizar-nos. E nós? Não boicotamos nada, não temos pulso em nada, não nos impomos em nada. Vamos vendo a procissão à distância a carregar o andor do Santo Vieira.

Eles são aquele carro na estrada que já passou 10 vermelhos e nós somos quem vai atrás a fazer sinal de luzes. Não influenciamos nada mas pensamos "levou com os máximos que se lixou..".

O futuro do campeonato já está resolvido, bem como o do futebol português. Eles podem ter o rótulo de queixinhas mas vão levar água ao seu moinho enquanto nós vamos ficar ad eternum aqui a sentados a criticar. Porque é mais fácil levantar o dedo do que nos sujarmos da mesma maneira. Continuamos a lutar uma guerra nuclear equipados com bisnagas.

Enquanto não tivermos pulso nisto, nada mudará. E ter pulso é uma atitude que vai desde o Presidente até ao adepto comum, passando pelos comentadores e pelas claques. Não temos que falar todos a uma só voz mas temos todos que querer o mesmo: O Sporting Campeão, custe o que custar!



2017-03-24

José Eduardo arrasa Marco Silva e quem fala mal do Sporting


Numa excelente entrevista ao Record (conduzida por Bruno Fernandes), José Eduardo traz a lume um conjunto de temas interessantes e mostra todo o seu Sportinguismo.

O antigo futebolista abordou processo que o colocou frente a frente com Marco Silva: confessa que foi um "entusiasta" na sua chegada, mas replica a ideia de que o projeto do Sporting não era "compatível" com o técnico.

RECORD - Foi condenado num processo contra Marco Silva, que tinha por base declarações suas nas quais o acusou de não estar comprometido com o projeto do Sporting. Hoje faria tudo da mesma forma?
JOSÉ EDUARDO – Marco Silva só me interessou enquanto esteve no Sporting. E já disse isto publicamente: desejo-lhe uma longa vida, a ele e à família. Este é um assunto apenas relacionado com o Sporting. Sempre me coloquei na posição de defender o clube e quando sinto que alguém não o faz, seja quem for – e já tivemos provas até com presidentes –, sempre fui contra essas personalidades. Quando se propalou a possibilidade de Marco Silva ir para o Sporting, fui dos mais entusiastas, seu defensor. Tentei, por todos os meios, ajudá-lo, inclusive encontrar-me com ele, para que vingasse no Sporting. Não houve, da minha parte ,qualquer tentativa de ataque pessoal a Marco Silva – pelo contrário. Mas quando tentámos reunir-nos com ele, com a ajuda do diretor geral da SAD [Augusto Inácio], e essa pessoa não só recusa como também manifesta, através de várias intervenções, que combate o projeto do Sporting, eu fiz aquilo que sempre me propus, que é defender o clube. Qual é o projeto do Sporting? Era compatível com o que o treinador do Sporting na altura estava a fazer? Não. O que é que isso significa? Que são agendas diferentes. Quando olhamos para todo o contexto onde se desenvolveu esta situação, não havia um ambiente contrário que combatia o Sporting? Fundos, os rivais, uma parte da imprensa… Havia todo um polvo que tentava asfixiar o Sporting. Senti que tínhamos dentro do clube alguém que não estava compatível com a sua agenda. Foi isso que denunciei.

R - Porque afirma que as agendas de Sporting e Marco Silva não eram as mesmas?
JE – Começa no princípio da época [2014/15], na Corunha, num jogo particular, onde há um determinado jogador [refere-se a Marcos Rojo] que tenta agredir o presidente do clube na presença do treinador e o treinador sai por uma porta a dizer que nada tinha a ver com isso.

R - E como chegou este episódio até à via judicial?
JE – A partir de janeiro de 2015 nunca mais falei e fui provocado ‘ene’ vezes. Se vou a tribunal e voltamos a falar desta temática não foi por minha culpa. Na primeira sessão, a declaração de Marco Silva perante a imprensa é de que ‘ele quer destruir a minha carreira’. Isso é um julgamento popular e de caráter em relação a mim. Eu comprometi-me a não falar.

R - Por que adotou essa postura?
JE – Porque me comprometi perante o Sporting. Houve um compromisso da minha parte, da parte do Sporting e da parte do Marco Silva de não se falar mais. Quem é que rompeu esse compromisso? Foi o Sporting? Não. Fui eu? Não.

R - Quer revelar mais pormenores sobre esse compromisso?
JE – O objetivo era estabelecer a paz e emitir dois comunicados: um do clube e outro da SAD, ambos antes do jogo com o Estoril [3 de janeiro]. O comunicado do clube dizia que o clube não se responsabilizava pelas palavras e atitudes dos seus sócios; quanto ao segundo, e por imposição de Bruno de Carvalho, ficou agendado para depois do jogo, para depois da conferência de imprensa, com o compromisso de nunca mais se falar sobre o assunto. Chegou-se ao flash e Marco Silva esqueceu-se do compromisso e falou sobre o processo. O comunicado já não saiu. O comunicado eram as pazes feitas e 15 dias depois colocou-me um processo.



R - Como viu o facto de, como diz, Marco Silva não ter cumprido com o acordado?
JE –É um comportamento que vem ao encontro do que aconteceu depois do encontro com o Nacional, com o que disse, atacando a direção; e o jogo com o V. Guimarães, em que infringe o blackout determinado pelo clube e diz que sente o apoio dos adeptos e dos jogadores e que está na hora de respeitar os adeptos do Sporting, que todos os dias sentem coisas que não são agradáveis. E também que se importa com o que têm passado nas últimas semanas, sobretudo na última. Isto é o quê? É um ataque a quem? Isto é público e foi dito.

R - Falou no facto de Marco Silva o acusar de querer destruir a sua carreira. Quer aprofundar?
JE – Nunca o quis destruir como treinador, tanto que nunca mais falei. Depois de todo o episódio, continuou a sua carreira no Sporting, reforçado, e, ao contrário daquilo que se propalou, quem ficou mal visto fui eu. Ajudou o Sporting a ganhar uma Taça de Portugal e chegou a acordo para a rescisão, recebendo uma indemnização. No Olympiacos esteve um ano e segundo vem na imprensa saiu por falta de compromisso, a mesma coisa de que foi acusado no Sporting. Depois disso, continuou a sua carreira e não vão com certeza dizer que fui eu o culpado de ele ter ido para a melhor liga do Mundo.

R - Sente que a sua declaração inicial foi mal interpretada?
JE – Não. O contexto era completamente diferente. Na altura, a simpatia que o treinador do Sporting tinha junto das massas era enorme, era esmagadora. Mas simpatia não significa que se tenha razão ou que se seja mais verdadeiro. Vejamos: na questão do tribunal, foram arroladas por Marco Silva oito testemunhas e só uma é que é do Sporting. Da minha cinco, todas do Sporting. Tentou tornar-se o processo mediático. Até pela escolha das testemunhas. Das 13, só duas conheciam os factos: Inácio e Virgílio, diretor geral da SAD e diretor da Academia. Em tribunal disseram: ele [José Eduardo] não só disse a verdade como disse pouco.



RECORD - Que efeitos teve o processo na equipa de futebol?
JOSÉ EDUARDO – Não foi prejudicial tanto que continuou. Não cumpriu o objetivo de ser campeã, mas cumpriu o da Taça de Portugal. E ao contrário do que se propalou, era uma excelente equipa. Nunca falei nisto. Marco Silva tinha à sua disposição seis futuros campeões europeus: Rui Patrício, Cédric, William, Adrien, João Mário e Nani. Depois tinha Slimani e Montero. E tinha o Carrillo do Sporting... Depois tinha o Jefferson e como centrais Paulo Oliveira e Maurício. Esta equipa não prestava? Ganhámos a Taça de Portugal nos últimos 10 minutos porque o Sérgio Conceição adormeceu, convencido de que estava no papo. Eu estava lá no estádio [Nacional] e festejei.

R - Jesus é a pessoa certa para o lugar de treinador?
JE – O que esteve em causa nas eleições? Bruno de Carvalho e Jorge Jesus. Os sportinguistas disseram: nós queremos Bruno de Carvalho e Jorge Jesus. Não foi só Bruno de Carvalho, porque Madeira Rodrigues, o outro candidato, colocou o foco também em Jesus. Os sportinguistas mostraram que confiam e que acreditam nesta dupla. Se vai conseguir – eu estou convencido que sim – ou não o êxito? Ninguém pode prever o futuro.

RECORD - Foi um dos conselheiros leoninos que tomou posse no dia 15, numa cerimónia na qual Bruno de Carvalho vincou necessidade de voltar "a fazer os sportinguistas felizes" neste mandato. Que comentário lhe merecem estas palavras?
JOSÉ EDUARDO – A tomada de posse, seja para que cargo for, num clube como o Sporting, é uma honra para quem beneficia dessa ação. Penso que Bruno de Carvalho foi sincero: quando se é eleito como dirigente, é para dar cumprimento ao desígnio, que é dar felicidade aos sócios.

R - E quanto à intenção de ser campeão "mais do que uma vez"?
JE – É uma ideia que pode ser entendida como motivadora, mas as pessoas ao ouvirem essa ideia do presidente do clube têm de entender que é só isso, motivadora. Temos de contar com as nossas forças, mas também com os nossos adversários que são tão poderosos como nós.

R - Como avalia o primeiro mandato de Bruno de Carvalho?
JE – A equipa está mais preparada, sem dúvida, mas os desafios são diferentes. Houve o cuidado de se manter a equipa, premiando a sua dedicação. Está mais experiente, confiante e conhece os cantos à casa. Nessa perspetiva penso que o Sporting estará bastante mais forte.




R - Que diferenças encontra no Sporting antes e depois da primeira eleição de Bruno de Carvalho?
JE – O Sporting retomou o seu lugar e isso deve-se à equipa que Bruno de Carvalho tem liderado. Esse era o primeiro grande objetivo, a reconquista do nosso lugar. O outro era fazer, tal como Bruno de Carvalho disse, os sportinguistas felizes. Para o conseguir, tem de ganhar títulos, nomeadamente no futebol.

R - Para além das questões estruturantes ao nível do futebol, o que considera que ainda falta ao Sporting? Bruno de Carvalho falou, por exemplo, da questão da militância.
JE – Se estivermos atentos ao atual Conselho Leonino, percebemos que houve a preocupação de dotá-lo de personalidades que abarcam diversas áreas e que têm influências nalgumas partes da nossa sociedade. Há, de facto, a necessidade que o clube se torne mais marcante em alguns nichos. O que Bruno de Carvalho pede é que as pessoas que se dizem do Sporting se envolvam mais. Uma obrigatoriedade para quem diz que gosta do Sporting.

R - O presidente do Sporting também afirmou que quer ganhar, mas não a qualquer custo...
JE – Essa foi a nossa história nos últimos anos, antes da entrada de Bruno de Carvalho. Chegámos, porém, à conclusão que essa correção e essa civilidade são coisas a manter, pois não podemos baixar determinados níveis. Mas é um facto: não temos hipótese nenhuma se formos para uma guerra em que os nossos adversários andem com bombas atómicas e nós com fisgas. São quimeras, é algo Romântico.

R - Também passa pelo comentário desportivo, no qual participa?
JE – É preciso saber colocar as pessoas nos sítios certos. Existem dois, três comentadores que quanto a mim ultrapassam as fronteiras da decência desportiva: Pedro Guerra, André Ventura e, de uma forma diferente, mais amenizada, Rui Gomes da Silva. É mais um provocador. Falo com imensos benfiquistas que não se reveem nessa postura.



2017-03-23

Benfica quer tirar Jesus do Dérbi?


"Leões acreditam que as queixas feitas contra o técnico visam tirá-lo do banco de suplentes.

O Sporting teme que as sucessivas queixas do Benfica contra Jorge Jesus visem o afastamento deste do banco de suplentes no dérbi do dia 23 de abril, apurou o Correio da Manhã.
Em Alvalade, já soou o alerta e a preocupação é grande. O CM sabe que os leões estão preocupados pois acreditam que a estratégia elaborada pelo Benfica tem como objetivo um castigo pesado a Jorge Jesus que o impeça de estar no banco a dirigir a equipa sportinguista no dérbi.

As águias têm estado em guerra aberta com os leões e as queixas no Conselho de Disciplina da FPF, de ambas as partes, têm-se sucedido a um ritmo muito elevado. A última das quais foi feita pelo Benfica contra o presidente leonino Bruno de Carvalho, pelo seu discurso de tomada de posse, e a Jorge Jesus que terá contestado as palavras de Pedro Pinto, diretor de comunicação da UEFA, na sequência das declarações sobre os lances polémicos do dérbi da Luz (em que os leões reclamaram duas grandes penalidades).




Perante este cenário e o equilíbrio na luta pelo título, pois o Benfica soma apenas um ponto de vantagem sobre o FC Porto, os leões entendem que a estratégia dos rivais passa pela possibilidade de o Conselho de Disciplina vir a castigar o técnico e afastá-lo da partida, que poderá ser decisiva para a atribuição do título.
Como Jorge Jesus já foi castigado pelo Conselho de Disciplina com 15 dias de suspensão, após a expulsão no final do jogo da Taça da Liga com o V. Setúbal, passa a ser reincidente e a punição será ainda maior.", Correio da Manhã

Aparentemente continua a valer tudo no futebol nacional. Desde boicotes a galas, coação a árbitros e fiscais de linha, telefonemas e malas.



Eusébio - A história de um boneco


Esta semana estreia mais um episódio do grande deboche que é o nosso país. Promover a lenda um tipo que foi completamente instrumentalizado pelo governo fascista quando jogava à bola e pelo clube do sistema quando foi necessário superar o pós-vale e azevedo.

Um bêbedo desrespeitoso que acusou o Clube que fez dele jogador - o Sporting de Lourenço Marques - de ser o "clube dos racistas". Eusébio não merece nenhum tipo de distinção. Foi tão só e apenas um jogador de futebol que, apesar de talentoso, sempre deveu muito à inteligência e à independência.

Também não deve ser esquecida a azia suprema que manifestou quando Ronaldo o ultrapassou no número de golos marcados pela selecção.

Eusébio já morreu há 3 anos e continua a ser usado como arma de propaganda. Até quando? Até aparecer outro capaz de ser instrumentalizado da mesma maneira e que seja tão barato como reparações pontuais de Mercedes espatifados após noites de copos.



Pedro Proença, desrespeitado pelo benfica, aparece de cauda a abanar na Gala Cosme Damião


A 20 de Março realizou-se a Gala da Federação Portuguesa de Futebol e o benfica não só não se fez representar como também lançou um comunicado com duras críticas à Liga, à Arbitragem e à Federação.

A 22 de Março, o benfica organizou a Gala Comes Damião e Pedro Proença marcou presença com um sorriso e com a frase "Parabéns ao benfica. Tinha de estar presente. O benfica representa uma marca muito grande, tal como Porto e Sporting. Em relação ao futuro só posso dizer que uma marca como o Benfica tem de ter sempre grandes objetivos"

Falta saber se Pedro Proença atendeu à gala na qualidade de presidente da Liga ou de sócio do benfica. Em qualquer um dos casos é vergonhoso, dois dias depois de ser humilhado e desrespeitado, ver o Presidente da Liga aparecer, de cauda a abanar, na gala do clube cujos adeptos lhe partiram os dentes no Colombo.

Mais um exemplo de quão pequeno é o futebol português e quão miseráveis são os seus dirigentes. Mesmo gozados aparecem sempre para fazer o favor ao benfica.



2017-03-22

A entrevista de Gelson Martins ao Record

R: Em três anos, renovou contrato três vezes: março de 2014, abril de 2015 e fevereiro de 2017. Sente-se reconhecido a Bruno de Carvalho pela confiança depositada em si ao longo deste tempo?
GELSON MARTINS – Sinto a confiança do presidente. Trabalhei sempre e fiz por merecer. Ele notou isso e confiou em mim. Agora, tenho de trabalhar para retribuir a confiança.

R: Esta última renovação foi ‘merecida’, como dizia Bruno de Carvalho uns dias antes de assinar o seu novo contrato, até 2022?
GM – Sim, se o presidente confia em mim é porque sabe que eu mereço. Mas tenho de provar.

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2017-03-21

Bruno de Carvalho sobre Campbell: "Até ao final da época tudo é possível"



Bruno de Carvalho elogiou hoje Joel Campbell e garantiu que até ao final da época tudo é possível no que toca à continuidade de Campbell em Alvalade na próxima época.
“Vamos a ver qué pasa con él (Joel). Hasta el final de temporada todo es posible. Tenemos el préstamo, pero todo puede acontecer y por esto hay que esperar. Estando en Costa Rica ya le ganamos puntos a nuestros rivales. Es un gran jugador y no hay duda de eso. Está jugando muy bien, pero nuestro entrenador no juega con extremos puros, lo hace más con futbolistas que entran por el interior. Sin embargo, siempre que entra Joel hace juegos muy buenos, Bruno de Carvalho

"Vamos ver o que sucede com ele. Até final da época tudo é possível. Temos um empréstimo, mas tudo pode acontecer, por isso há que esperar. É um grande jogador e não há dúvidas disso. Está a jogar bem, mas o nosso treinador não atua com extremos puros, preferindo jogar com futebolistas que atuem pelo interior. Mesmo assim, o Campbell fez bons jogos sempre que entrou".

Joel Campbell soma 795 minutos pela equipa principal do Sporting, tem 3 golos marcados e 4 assistências com uma percentagem de acerto de passe de 76.8%. Nas 9 participações na liga foi considerado 2 vezes Man of the Match pelo portal whoscored.com.

A título de curiosidade, visto terem chegado mais ou menos na mesma altura, Rafa tem 813 minutos pelo benfica, 2 golos, 3 assistências e uma percentagem de acerto de passe de 70%. Tendo em conta que um veio por empréstimo e o outro custou 16 milhões, creio que fizemos a escolha certa!

Honestamente, espero que Campbell fique pois é um jogador de que sempre fui fã e traz perfume e alegria ao futebol.





O que fazem as atitudes "mais acicatadas"? Um árbitro de 15 anos agredido...


As pessoas revêem-se muito naquilo que as figuras públicas dizem, principalmente naquelas que deviam ter alguma responsabilidade social. Há cerca de um mês vimos Rui Vitória falar dos possíveis ecos das suas eventuais atitudes "mais acicatadas".

Este fim-de-semana outro jovem árbitro voltou a ser agredido por um pai.

"Um árbitro de 15 anos foi agredido com uma bofetada  pelo pai de um jogador, durante uma partida de futsal entre as equipas do Pedreles e do Gigantes de Mangualde, a contar para a Taça de Futsal de Juniores B.", in Correio da Manhã

 É o problema de termos treinadores da Primeira Liga, sem tento na língua, a validar atitudes "mais acicatadas". Há sempre alguém que o entende como literal e passa para a acção. Parabéns, Rui Vitória! As atitudes "mais acicatadas" já são começaram a ecoar pelo país e não se adivinha nada de bom...



Nós nas Quinas, os outros a conspirar à esquina



Realizou-se esta noite a segunda edição da gala Quinas de Ouro onde o Sporting se fez representar por Rui Caeiro e onde também vários atletas do Sporting foram distinguidos tanto individualmente como colectivamente.

Prémios individuais 
Ana Borges - jogadora portuguesa do ano
Nuno Dias - treinador do ano, futsal masculino
Madjer - jogador do ano, futebol de praia

Prémios colectivos 
11 do ano - futebol masculino (SJPF)
Sebastián Coates, Adrien Silva e Gelson Martins

11 do ano - futebol feminino (SJPF)
Bruna Costa, Joana Marchão, Fátima Pinto, Solange Carvalhas e Diana Silva


Uma noite positiva onde se podiam esquecer os ataques e o lado podre do futebol por uns momentos mas a noite não passou sem mácula pois, mesmo a tempo dos programas de comentário, o benfica lançou um comunicado a atacar a Liga e as arbitragens.

Acaba por ser irónico ver o clube mais beneficiado criticar a arbitragem. Como também é irónico ver o clube que apregoa o "estadismo" a não se fazer representar na gala da Liga.

A gala foi também uma metáfora para a nossa presença na selecção: O Sporting nas quinas, os outros a conspirar à esquina.



Bernardo Silva, o eterno complexado


As declarações que Bernardo Silva proferiu ontem sobre Jorge Jesus mostram bem o quão complexado é. Vive recalcando a sua saída do benfica e meia-dúzia de treinos que fez a defesa esquerdo.

"Se com Rui Vitória teria sido diferente? Talvez, possivelmente, porque o Rui Vitória tem apostado na formação. Com ele talvez tivesse chegado à equipa principal do Benfica", Bernardo Silva num evento da Adidas, what else...

É claro que se estas declarações não servissem para atacar o Sporting e o seu treinador, nem no diário de Lafões teriam destaque mas como servem, são chamada de capa em tudo o que é jornal nacional.


Uma mentira repetida muitas vezes pode tornar-se verdade aos olhos dos mais incautos mas nós temos connosco a maior arma contra a propaganda lampiã: OS FACTOS!

Lembram-se de um menino chamado André Gomes que agora é conhecido como o flop de Barcelona? Na época 2013/14 fez 2022 minutos ao serviço do benfica. Curiosamente, mais que o Rafa esta época. Quem seria o treinador do benfica nesta altura? Acho que tinha nome de personagem bíblica e tudo... Ah, era Jesus!



O segundo maior trauma de Bernardo Silva é ter sido colocado a treinar a defesa esquerdo. Eu também acho que seria um péssimo defesa mas a verdade é que TODOS os alas de Jorge Jesus treinaram a defesa para aprenderem sentidos posicionais e movimentações para todas as alturas do jogo. Por vezes é preciso atacar mais, sai um defesa e o ala faz todo o corredor. Qual é o problema? Até hoje em dia, o exemplo de pessoa Rui Vitória faz isso com o Cervi. Vi zero criticas. E mesmo Marco Silva venceu uma taça com Carlos Mané a fazer também essa posição. Bernardo Silva em vez de ser humilde e aprender, teve um ataque de diva e decidiu achar que era melhor treinador que o treinador.


Bernardo também acha que foi por culpa de Jorge Jesus que foi vendido. Lembrei-me que o contrato tinha sido publicado pelo Football Leaks mas online já só está o pagamento da primeira tranche. Fui ver quem era o destinatário e fiquei surpreendido por ser uma tal de XXIII Capital Limited e não Jorge Jesus. Isto da verdade traz-nos cada surpresa...







2017-03-20

Augusto Inácio vitima de uma tremenda injustiça


Augusto Inácio foi, durante a noite, despedido do cargo de treinador do Moreirense. Augusto Inácio, o mesmo que venceu a Taça da Liga pelo mesmo Moreirense há menos de dois meses.

O futebol, como a vida, é ingrato. E a direcção do Moreirense cometeu a maior injustiça que podia ter cometido esta época: Despediu um treinador competente e titulado e contratou o responsável pelo último lugar da liga do Tondela - Petit.

A troca pode nem ter sido inocente. O Moreirense já venceu o benfica esta época e, daqui a duas jornadas, desloca-se à Luz. Entre Augusto Inácio e Petit, alguém tem dúvidas qual o mais competente? Alguém tem dúvidas sobre qual é capaz de fazer frente ao benfica?

É uma tremenda injustiça mas está longe de ser uma coincidência. Cada vez são mais treinadores ligados ao benfica nos clubes da primeira liga. E todos jantam no mesmo sitio...

O Moreirense escolheu o "sistema" em vez da competência. Que lhe aconteça o que merece.








O momento de humildade de Jorge Jesus que nos querem fazer esquecer


Principalmente desde que chegou ao Sporting, Jorge Jesus tem visto as suas palavras serem esmiuçadas e escrutinadas de todas as maneiras possíveis de forma - na expressão que o próprio cunhou - meter carvão.

Foi assim com a conversa da expulsão em Madrid, da posição de Geraldes e até com o guião de Palhinha. Qualquer frase que Jorge Jesus diga é, à partida, polémica. Se não for pelo seu conteúdo, é pelo que a imprensa tem vontade de fazer dela.

A verdade é que Jorge Jesus, com todas as qualidades e defeitos que tem, admitiu publicamente que tinha errado em protestar com o árbitro auxiliar no momento do golo anulado a Bas Dost.

"O Bas Dost foi a cereja em cima do bolo, mais dois golos. No terceiro golo protestei, pareceu-me legal, quero pedir desculpa ao assistente, que esteve muito bem: o guarda-redes estava à frente da linha da bola"

 Todos erramos mas é preciso ser-se grande em carácter e humildade para admitir o erro. Muito bem, Jorge Jesus!



Os adeptos do Sporting não estão preparados para lutar pelo título!



É inacreditável o amargo de boca que fica depois de uma jornada em que ganhamos o nosso jogo e ambos os nossos rivais perdem pontos. Ver dois clubes, treinados por pessoas que nem no elenco dos marretas passariam por líderes, à nossa frente é desgostante. E é tão mais desgostante quanto mais nos apercebemos que atirámos a toalha ao chão cedo demais. Não que agora interesse muito, mas ainda interessa qualquer coisa. E digo "atirámos" - Sportinguistas no geral - porque a culpa não deve morrer solteira.

"Porque é que quando o Sporting não está bem, o Braga e o Guimarães fazem sempre bons campeonatos?" - era a pergunta que muitos Sportinguistas faziam imediatamente a seguir à derrota no Dragão. E muitos outros ainda foram mais baixo "Agora é ver se o Porto é campeão em vez do benfica", atirando a toalha ao chão e esquecendo toda a história de um clube com mais de 110 anos. Foi a questão dos "dragartos" que mais nos lesou nos últimos vinte anos. Não éramos campeões mas "ao menos" ficávamos em segundo. Patético.


É sempre mais fácil viver uma vida mediana. Não gerar expectativas para depois não ter que lidar com uma potencial desilusão. E os Sportinguistas entraram nessa fase.

“I find my life is a lot easier the lower I keep my expectations.” ― Bill Watterson

O final do ano passado foi duro para nós. Lutámos até ao fim e não fomos capazes de ganhar o título e isso deixou marcas nos adeptos. Este ano entrámos a medo e o medo não nos permitiu ir mais longe. Tivemos medo de arriscar, de levar o campeonato até ao fim e acabámos escondidos atrás das eleições. O semblante dos Sportinguistas ia ficando mais descansado à medida que éramos afastados de competições. O peso da responsabilidade de ganhar ainda é grande demais para quem quer ser apenas mediano. Esta doença nunca mais acaba! Ganhar é um hábito que requer não ter medo de falhar.



Mas o importante é formar...

De facto, o ADN do Sporting assenta na formação. Mas formar por formar não serve de nada. Jogadores da formação devem trazer consigo o "querer o Sporting Campeão" acima de tudo. Explicar a quem vem de fora que chegou a um Clube eclético, que honra a prática do desporto mas que, acima de tudo, luta pela conquista de títulos e por se impor. Caso contrário nunca seremos tão grandes como os maiores da Europa, seremos apenas tão ecléticos como os mais ecléticos da Europa.

E o Chico Geraldes e o Podence...

O Sporting tem um treinador. Quem acha que é mais competente que ele, faça o seu CV e envie para os recursos humanos do Sporting. Se as pessoas fossem tão competentes nos seus empregos como esperam que Jorge Jesus seja, este país tinha um índice de produtividade superior ao do Calor da Noite naquelas épocas do inicio dos anos 90. Mas, mais que isso, porque é que pedem jogadores da formação na equipa principal se, mal falham um passe, são logo assobiados? Pede-se sangue de Leão em campo mas depois assobia-se e critica-se de forma completamente absurda.


A relva é sempre mais verde do outro lado

Quando o Porto contratou Soares, foram logo os Sportinguistas que não resistiram às comparações com Castaignos e André Felipe e a verdade é que o Porto efectivamente melhorou com a entrada de Soares mas não é menos verdade que para acertar em Soares, o Porto teve André Silva e Depoitre enquanto nós acertámos logo à primeira: em Bas Dost. O desejo de criticar é tão grande que ainda Markovic não tinha entrado em campo pela primeira vez e já estava a ser assobiado. Depois esperamos que produzam?




Os adeptos "diferentes"

Apesar de enchermos o peito para dizer "estamos a 12 pontos do primeiro mas temos o estádio cheio" somos também os primeiros a criticar as escolhas do treinador, mesmo quando se revelam boas. No final do jogo contra o Nacional todos achámos que foi uma exibição fraquinha mas a verdade é que metemos duas lá dentro, na primeira volta jogámos melhor e empatámos a zero. Aposto que o benfica e o Porto acrescentavam dois anos à data da fundação para ter tido um daqueles golos do Bas Dost. Os golos não se merecem, marcam-se. As vitórias não se merecem, conquistam-se! E enquanto andarmos a discutir a qualidade do futebol em vez de discutir o que é preciso para ganhar, continuaremos a não ganhar NADA! Queremos ser tão diferentes que deixamos de ser competidores para ser analistas e masturbadores de egos. A diferença entre um profissional e um amador não é o seu talento, é o valor que cobra pelo seu trabalho. A diferença entre um campeão e o segundo lugar não é a qualidade do futebol, é a conquista de mais pontos.


A dura realidade é que os adeptos do Sporting não estão preparados para lutar pelo título. Não estão preparados para querer ganhar a qualquer custo. Não estão preparados para reagir a tropeções e, muito menos, a empurrões. Queremos fazer a corrida com os calções sempre limpos, com medo de nos sujarmos. Enquanto assim for seremos sempre o Clube indicado para a prática da educação física e não para conquistar aquilo que temos medo de ter.



Sporting nos jornais de hoje


Bas Dost, graças a mais dois golos, continua nas bocas do mundo e na corrida com Messi pela Bota de Ouro. Bruno Paulista deve voltar ao Sporting depois de falhado o empréstimo ao Vasco da Gama. O excelente momento de Luis Martins e da Equipa B. O possível castigo pelas "laranjas". E... mais uma TeoNovela. Tudo isto, nos jornais de hoje.